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| Fotografia. Portal da Pref. de Americana |
Já no início do século XIX, o Guarda-Mor Manoel Teixeira Vilela adquiriu as terras onde foi construído um solar em taipa de pilão, conhecido como Casarão do Salto Grande, tornando-se sede da fazenda de mesmo nome.
Este edifício possui grande importância arquitetônica por ter mesclado influências paulistas e mineiras em sua construção. Na época, a cana-de-açúcar era cultivada para produção de açúcar e aguardente.
Posteriormente, em 1835, na administração de Antônio Manoel, filho de Manoel Teixeira Vilela, passa ser cultivado o café.
Na década de 1870, a fazenda é desmembrada e passa a ser propriedade de Major Francisco de Campos Andrade. Em 1887, os imigrantes italianos chegaram na localidade para trabalharem no cultivo do café, morando em colônias nas proximidades e dentro da fazenda.
Em 1907, a família Müller adquiri a propriedade junto as terras de Carioba. A Fazenda adota a policultura e a criação de gado leiteiro e de corte. Já em 1908, tem início a construção da usina hidroelétrica, concluída em 1911.
No ano de 1944, João José Abdalla compra a fazenda junto com todas as terras de Carioba, sendo este o último proprietário do casarão. Em 1946, a casa sede passa a funcionar como armazéns, consultórios médicos e odontológicos.
Na fazenda retorna o cultivo da cana-de-açúcar até a década de 1960, época em que se inicia a construção da usina que nunca foi utilizada para seu fim original.
Em 1971, após acúmulo de dívidas, a família Abdalla faz um acordo com a prefeitura e o casarão passa a ser um museu.
O Museu Histórico e Pedagógico “Dr. João da Silva Carrão” foi criado em 1971 pelo Governo do Estado e permaneceu instalado no prédio do antigo Paço Municipal até o início de 1974, após isso ainda teve duas sedes. Em 1975, a Prefeitura Municipal de Americana desapropriou o Casarão do Salto Grande e, após reformas, o museu instalou-se em suas dependências em 1977. João da Silva Carrão, conhecido como Conselheiro Carrão, nasceu na época do Brasil Império, foi um advogado, jornalista e político brasileiro. O acervo do local é composto por objetos que pertenceram a americanenses que contribuíram para a formação histórica do município. Com maior ou menor valor, existem desde peças que foram utilizadas na Revolução de 1932 e na 2ª Guerra Mundial, até coleções de moedas, mobiliário médico e dentário, móveis e objetos antigos.
No dia 15 de abril de 1982 a edificação foi tombada pelo CONDEPHAAT como monumento de interesse histórico-arquitetônico.
O casarão está localizado na cabeceira do Rio Piracicaba, na confluência dos Rios Atibaia e Jaguari.
Fontes: Portal da Prefeitura de Americana e Projeto Raízes.
Museu "João da Silva Carrão" | O Casarão. 2015 © Fábio Ortolano
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Museu "João da Silva Carrão" | O Casarão. 2015 © Fábio Ortolano
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Museu "João da Silva Carrão" e Usina de Açúcar | O Casarão. 2015 © Fábio Ortolano
Museu do Salto Grande | Produção: 3 Marias
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