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quarta-feira, 16 de março de 2011

Museu Histórico e Pedagógico "João da Silva Carrão"

 Fotografia.  Portal da Pref. de Americana
Na época do Brasil Imperial, aos finais do século XVIII, Domingos da Costa Machado, nascido em Portugal, se estabelece numa sesmaria que alcançava até as terras de Santa Bárbara D'Oeste, a qual havia sido concedida pela Coroa. As terras eram destinadas à produção Agrícola. 

Já no início do século XIX, o Guarda-Mor Manoel Teixeira Vilela adquiriu as terras onde foi construído um solar em taipa de pilão, conhecido como Casarão do Salto Grande, tornando-se sede da fazenda de mesmo nome. 

Este edifício possui grande importância arquitetônica por ter mesclado influências paulistas e mineiras em sua construção. Na época, a cana-de-açúcar era cultivada para produção de açúcar e aguardente. 

Posteriormente, em 1835, na administração de Antônio Manoel, filho de Manoel Teixeira Vilela, passa ser cultivado o café. 

Na década de 1870, a fazenda é desmembrada e passa a ser propriedade de Major Francisco de Campos Andrade. Em 1887, os imigrantes italianos chegaram na localidade para trabalharem no cultivo do café, morando em colônias nas proximidades e dentro da fazenda. 

Em 1907, a família Müller adquiri a propriedade junto as terras de Carioba. A Fazenda adota a policultura e a criação de gado leiteiro e de corte. Já em 1908, tem início a construção da usina hidroelétrica, concluída em 1911. 

No ano de 1944, João José Abdalla compra a fazenda junto com todas as terras de Carioba, sendo este o último proprietário do casarão. Em 1946, a casa sede passa a funcionar como armazéns, consultórios médicos e odontológicos. 

Na fazenda retorna o cultivo da cana-de-açúcar até a década de 1960, época em que se inicia a construção da usina que nunca foi utilizada para seu fim original. 

Em 1971, após acúmulo de dívidas, a família Abdalla faz um acordo com a prefeitura e o casarão passa a ser um museu. 

O Museu Histórico e Pedagógico “Dr. João da Silva Carrão” foi criado em 1971 pelo Governo do Estado e permaneceu instalado no prédio do antigo Paço Municipal até o início de 1974, após isso ainda teve duas sedes. Em 1975, a Prefeitura Municipal de Americana desapropriou o Casarão do Salto Grande e, após reformas, o museu instalou-se em suas dependências em 1977. João da Silva Carrão, conhecido como Conselheiro Carrão, nasceu na época do Brasil Império, foi um advogado, jornalista e político brasileiro. O acervo do local é composto por objetos que pertenceram a americanenses que contribuíram para a formação histórica do município. Com maior ou menor valor, existem desde peças que foram utilizadas na Revolução de 1932 e na 2ª Guerra Mundial, até coleções de moedas, mobiliário médico e dentário, móveis e objetos antigos. 

No dia 15 de abril de 1982 a edificação foi tombada pelo CONDEPHAAT como monumento de interesse histórico-arquitetônico. 

O casarão está localizado na cabeceira do Rio Piracicaba, na confluência dos Rios Atibaia e Jaguari. 



Fontes: Portal da Prefeitura de Americana e Projeto Raízes.



Museu "João da Silva Carrão" | O Casarão. 2015 © Fábio Ortolano


Museu "João da Silva Carrão" | O Casarão.  2015 © Fábio Ortolano


Museu "João da Silva Carrão"  e Usina de Açúcar | O Casarão.  2015 © Fábio Ortolano

Museu do Salto Grande | Produção: 3 Marias